sábado, 2 de março de 2013

Acadef 23 anos!

Se para os economistas em geral os anos 80 foram chamados de a "Década Perdida" é bem verdade que começou o retorno gradual da democracia o estado do cidadão, a cidadania começou receber contornos mais precisos e preciosos.

A partir de 1981, por influência do Ano Internacional das Pessoas Deficientes, começa-se a escrever e falar pela primeira vez a expressão pessoa deficiente. O acréscimo da palavra pessoa, começa a marcar e posteriormente durante a Constituinte começamos a referir Pessoa Portadora de Deficiência e atualmente parece que o termo preferido passou a ser Pessoa com Deficiência.

A Igreja Católica abrigava já anteriormente na década de 70 em um movimento, a FCD Fraternidade Cristã de Doentes e Deficientes que nacionalmente era forte e tinha em nosso estado alguns bons núcleos. Os religiosos eram os condutores e de forma muito forte faziam dos setores dependentes do manto protetivo religioso. O que em um determinado momento foi até muito bom, a fraternidade foi para muitos o primeiro ponto de reunião, de encontro, e de discução. Mesmo nos moldes de uma congregação começamos a conviver, a falar e é claro a sonhar!

Tinhamos um grupo em Canoas muito bom e que tinha destaque em qualquer encontro regional ou mesmo nascional.

Queríamos ser sujeitos das nossas vidas...

Nos indignava bastante o coitadismo e a conformação e talvez a forte iresignação veio a produzir de maneira mais forte o sentimento associativo.

Uma associação que nos unisse, juntasse, amparasse e que pudesse ajudar a socorrer e desenvolver os companheiros todos, não de forma caritativa dando o pão, ou mesmo estimulando a venda de determinados produtos pela compaixão. Ensinar a pescar, cada um o seu peixe. O peixe da necessidade ou o peixe do sonho, era indiferente a ordem individual... Assim nasceu a ACADEF.

Ao olhar para traz e lembrar por tudo o que se passou chega a ser um exercício bastante amplo, porque paralelamente ao desenvolvimento associativo da entidade sucedeu as nossas vidas pessoais as vitórias todas, algun recuo, algumas perdas a lastimar pela saudade que a bem da verdade tem nos fortalecido nesta caminhada.

A ACADEF é e tem muito de nós todos. Tem muito da cidade que cedia uma entidade que é referência no Brasil. Da cidade também das diferenças, que junta e acolhe pessoas de todos os quadrantes, que tem o empreendedorismo como marca acentuada do seu progresso, da sua riquesa que contempla diversidade.

 A concepção e a gestão tiveram o poder de transformar o sonho de um punhado de moços e moças em uma realidade notável, o querer conjunto ou o sonho coletivo da produçaõ de uma coisa boa, que valorasse a vida, que fosse viva e que nos fizesse feliz.


A ACADEF provou e prova também que o que aconteceu com alguns de nós, não decretou o rumo do nosso futuro, e sim a maneira como reagimos e enfrentamos a vida. A ACADEF é uma construção do futuro.   

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